ANIVERSÁRIO SÃO PIO DE PIETRELCINA Em 25 de maio de 1887 nascia Padre Pio e tal como o apóstolo Paulo, desde jovem colocou, no vértice da sua vida e do seu apostolado, a Cruz do Senhor como sua força, sabedoria e glória. Abrasado de amor por Maria foi batizado no dia seguinte, recebendo o nome de Francisco. Aos 16 anos entrou no noviciado da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos tendo vestido o hábito franciscano no dia 22 de janeiro passando a ser chamado de Frei Pio. Abrasado pelo amor de Deus e do próximo, Padre Pio viveu em plenitude a vocação de contribuir para a redenção do homem, segundo a missão especial que caracterizou toda a sua vida e que ele cumpriu através da direção espiritual dos fiéis, da reconciliação sacramental dos penitentes e da celebração da Eucaristia. O momento mais alto da sua atividade apostólica era aquele em que celebrava a Santa Missa. Os fiéis, que nela participavam, pressentiam o ponto mais alto e a plenitude da sua espiritualidade. Para Padre Pio, a fé era a vida: tudo desejava e tudo fazia à luz da fé. Empenhou-se assiduamente na oração. Passava o dia e grande parte da noite em colóquio com Deus. Dizia: "Nos livros, procuramos Deus; na oração, encontramo-Lo. A oração é a chave que abre o coração de Deus". A fé levou-o a aceitar sempre a vontade misteriosa de Deus. Viveu imerso nas realidades sobrenaturais. Não só era o homem da esperança e da confiança total em Deus, mas, com as palavras e o exemplo, infundia estas virtudes em todos aqueles que se aproximavam dele. O amor de Deus inundava-o, saciando todos os seus anseios; a caridade era o princípio inspirador do seu dia: amar a Deus e fazê-Lo amar. A sua particular preocupação: crescer e fazer crescer na caridade. Ele prestava-se a todos, fazendo renascer a fé, espalhando a graça, iluminando. Mas, sobretudo nos pobres, atribulados e doentes, ele via a imagem de Cristo e a eles se entregava de modo especial. Exerceu de modo exemplar a virtude da prudência; agia e aconselhava à luz de Deus. O seu interesse era a glória de Deus e o bem das almas. A todos tratou com justiça, com lealdade e grande respeito. Nele refulgiu a virtude da fortaleza. Bem cedo compreendeu que o seu caminho haveria de ser o da Cruz, e logo o aceitou com coragem e por amor. Durante muitos anos, experimentou os sofrimentos da alma. Ao longo de vários anos suportou, com serenidade admirável, as dores das suas chagas. Quando o seu serviço sacerdotal esteve submetido a investigações, sofreu muito, mas aceitou tudo com profunda humildade e resignação. Frente a acusações injustificáveis e calúnias, permaneceu calado, sempre confiando no julgamento de Deus, dos seus superiores diretos e de sua própria consciência. Consciente dos compromissos assumidos com a vida consagrada observou com generosidade os votos professados. Foi obediente em tudo às ordens dos seus Superiores, mesmo quando eram gravosas. A sua obediência era sobrenatural na intenção, universal na extensão e integral no cumprimento. Exercitou o espírito de pobreza, com total desapego de si próprio, dos bens terrenos, das comodidades e das honrarias. Sempre teve uma grande predileção pela virtude da castidade. O seu comportamento era em todo o lado e para com todos, modesto. No dia 20 de Fevereiro de 1971, apenas três anos depois da morte do Padre Pio, Paulo VI, dirigindo-se aos Superiores da Ordem dos Capuchinhos, disse dele: "Olhai a fama que alcançou, quantos devotos do mundo inteiro se reúnem ao seu redor! Mas por quê? Por ser talvez um filósofo? Por ser um sábio? Por ter muitos meios à sua disposição? Não! Porque celebrava a Missa humildemente, confessava de manhã até à noite e era – como dizê-lo?! – a imagem impressa dos estigmas de Nosso Senhor. Era um homem de oração e de sofrimento".
“Amar significa dar aos outros – especialmente a quem precisa e a quem sofre – o que de melhor temos em nós mesmos e de nós mesmos; e de dá-lo sorridentes e felizes, renunciando ao nosso egoísmo, à nossa alegria, ao nosso prazer e ao nosso orgulho”. (Padre Pio)
quarta-feira, 25 de maio de 2011
Aniversário de Nascimento de S. Pio de Pietrelcina
segunda-feira, 16 de maio de 2011
Os dons do Espírito Santo
Os Dons do Espírito Santo
Entenda os setes dons do Espírito Santo e seu significado em nossas vidas.
Sabedoria. Ela nos leva ao verdadeiro conhecimento de Deus e a buscar os reais valores da vida. O homem sábioou a mulher sábia é aquele(a) que pratica a justiça, tem um coração misericordioso, ama intensamente a vida, porque a vida vem de Deus.
Inteligência. Este dom nos leva a entender e a compreender as verdades da salvação, reveladas na Sagrada Escritura e nos ensinamentos da Igreja.
Ex. Deus é Pai de todos; em Jesus, Filho de Deus,somos irmãos ..
Ciência. A capacidade de descobrir, inventar, recriar formas, maneiras para salvar o ser humano e a natureza. Suscita atitudes de participação, de luta e de ousadia, frente à cultura da morte.
Conselho. É o dom de orientar e ajudar a quem precisa. Ele permite dialogar fraternalmente, em família e comunidade, acolhendo o diferente que vive em nosso meio. Este dom nos capacita a animar os desanimados,a fazer sorrir os que sofrem, a unir os separados ...
Fortaleza. É o dom de tornar as pessoas mais fortes, corajosas para enfrentar as dificuldades da fé e da vida. Ajuda aos jovens a ter esperança no futuro, aos pais a assumirem com alegria seus deveres, às lideranças a perseverarem na conquista de uma sociedade mais fraterna.
Piedade. É o dom da intimidade e da mística. Coloca-nos numa atitude de filhos buscando um dialogo profundo e íntimo com Deus. Acende o fogo do amor: amor a Deus e amor aos irmãos.
Temor de Deus. Este dom nos dá a consciência do quanto Deus nos ama. "Ele nos amou antes de tudo". Por isso, precisamos corresponder a este amor.
Entenda os setes dons do Espírito Santo e seu significado em nossas vidas.
Sabedoria. Ela nos leva ao verdadeiro conhecimento de Deus e a buscar os reais valores da vida. O homem sábioou a mulher sábia é aquele(a) que pratica a justiça, tem um coração misericordioso, ama intensamente a vida, porque a vida vem de Deus.
Inteligência. Este dom nos leva a entender e a compreender as verdades da salvação, reveladas na Sagrada Escritura e nos ensinamentos da Igreja.
Ex. Deus é Pai de todos; em Jesus, Filho de Deus,somos irmãos ..
Ciência. A capacidade de descobrir, inventar, recriar formas, maneiras para salvar o ser humano e a natureza. Suscita atitudes de participação, de luta e de ousadia, frente à cultura da morte.
Conselho. É o dom de orientar e ajudar a quem precisa. Ele permite dialogar fraternalmente, em família e comunidade, acolhendo o diferente que vive em nosso meio. Este dom nos capacita a animar os desanimados,a fazer sorrir os que sofrem, a unir os separados ...
Fortaleza. É o dom de tornar as pessoas mais fortes, corajosas para enfrentar as dificuldades da fé e da vida. Ajuda aos jovens a ter esperança no futuro, aos pais a assumirem com alegria seus deveres, às lideranças a perseverarem na conquista de uma sociedade mais fraterna.
Piedade. É o dom da intimidade e da mística. Coloca-nos numa atitude de filhos buscando um dialogo profundo e íntimo com Deus. Acende o fogo do amor: amor a Deus e amor aos irmãos.
Temor de Deus. Este dom nos dá a consciência do quanto Deus nos ama. "Ele nos amou antes de tudo". Por isso, precisamos corresponder a este amor.
segunda-feira, 9 de maio de 2011
O Espinho na carne
"Ontem eu lia a bíblia, encontrei um dos relatos mais lindos de São Paulo. O que eu li fica em 2Cor 12,5-10. São Paulo fala sobre as provações que enfrentava. E no caso ele cita que Deus permitiu que fosse lhe dado um “espinho na carne”, para que com a grandeza das revelações, dos milagres que por ele acontecia, Paulo não ficasse orgulhoso. Para ficar mais esclarecido convido vocês a lerem como está na bíblia:
“Mas de mim mesmo não me gloriarei, a não ser das minhas fraquezas. Pois, ainda que me quisesse gloriar, não seria insensato, porque diria a verdade. Mas abstenho-me, para que ninguém me tenha em conta de mais do que vê em mim ou ouve dizer de mim. Demais, para que a grandeza das revelações não me levasse ao orgulho, foi-me dado um espinho na carne, um anjo de Satanás para me esbofetear e me livrar do perigo da vaidade. Três vezes roguei ao Senhor que o apartasse de mim. Mas ele me disse:Basta-te minha graça, porque é na fraqueza que se revela totalmente a minha força. Portanto, prefiro gloriar-me das minhas fraquezas, para que habite em mim a força de Cristo. Eis por que sinto alegria nas fraquezas, nas afrontas, nas necessidades, nas perseguições, no profundo desgosto sofrido por amor de Cristo. Porque quando me sinto fraco, então é que sou forte.”
Eu fico muito tocado com essa passagem, cada vez que leio consigo extrair uma mensagem de São Paulo, a cada palavra eu imagino o que poderia ser esse tal “espinho na carne”, penso que talvez pudesse ser algo como uma deficiência física que dificultasse escrever, ver, falar, etc., ou poderia ser uma tentação espiritual em que o demônio o atentava constantemente, enfim existe esse grande mistério do qual eu me delicio lendo essa passagem. Andei pesquisando para ver se tinha algum estudo sobre este “espinho” e acabei encontrando alguns artigos, algumas discussões em fóruns, algumas opiniões, contudo o que apenas consegui com isso, foi ter a certeza de que ninguém sabe. Achei pelo menos 12 hipóteses consideráveis, mas nenhuma me satisfez. Ontem com aquele incomodo causado pelo mistério e pela minha curiosidade e vontade de saber mais, comecei pensar e cheguei a uma conclusão: Paulo, não quis escrever o que era o espinho, para que cada um de nós colocasse os nossos próprios espinhos e assim tornar uma leitura diferente para cada um que ler. Paulo tenta nos mostrar não os espinhos dele, mas o espinho de cada um. Eu posso ler essa passagem e lembrar-se de algum espinho na carne que tenho, você pode ler e lembrar de outro espinho na carne que tens. Entende a grandeza dessa passagem? Creio que o Espírito Santo inspirava Paulo a escrever isso, com o intuito de tocar a todos de uma maneira particular. Quanta sabedoria!
O que me emociona é todo este mistério que nos faz aproximar de Deus. Deus nos dá essa oportunidade de fazer parte ativamente da Sua Palavra, pois ao mesmo tempo que vejo a dificuldade de Paulo posso sem muito esforço colocar-me no lugar dele, tornando assim, alguém como São Paulo, que mesmo na fraqueza reconhece-se como um homem forte.
São Paulo nos atenta sobre as nossas fraquezas, por que se há algo que nos devemos gloriar são delas, pois são nelas que somos fortes. Quando estamos na nossa fraqueza Deus derrama a sua Graça. Quando aquele momento de desespero chega e você, assim como São Paulo, pede ao Senhor que aquilo não aconteça, o Senhor não vai acabar com aquela dor, mas vai dizer “Basta-te a Minha Graça”. E quer coisa melhor do que viver sob a Graça de Deus? Nisso que consiste toda a nossa caminhada cristã: viver sob a Graça e Providencia Divina. Olhar pro céu e saber que tem um olhar benevolente sobre nós. Ah! Como isso é bom. Como isso nos faz mais fortes! Agora venha reze comigo, silencie seu coração, desligue um pouco seu som e fale a Deus estas Palavras:
O que me emociona é todo este mistério que nos faz aproximar de Deus. Deus nos dá essa oportunidade de fazer parte ativamente da Sua Palavra, pois ao mesmo tempo que vejo a dificuldade de Paulo posso sem muito esforço colocar-me no lugar dele, tornando assim, alguém como São Paulo, que mesmo na fraqueza reconhece-se como um homem forte.
São Paulo nos atenta sobre as nossas fraquezas, por que se há algo que nos devemos gloriar são delas, pois são nelas que somos fortes. Quando estamos na nossa fraqueza Deus derrama a sua Graça. Quando aquele momento de desespero chega e você, assim como São Paulo, pede ao Senhor que aquilo não aconteça, o Senhor não vai acabar com aquela dor, mas vai dizer “Basta-te a Minha Graça”. E quer coisa melhor do que viver sob a Graça de Deus? Nisso que consiste toda a nossa caminhada cristã: viver sob a Graça e Providencia Divina. Olhar pro céu e saber que tem um olhar benevolente sobre nós. Ah! Como isso é bom. Como isso nos faz mais fortes! Agora venha reze comigo, silencie seu coração, desligue um pouco seu som e fale a Deus estas Palavras:
“Senhor, hoje quero me prostrar diante da Tua presença. E quero Lhe dizer que aceito os meus espinhos, sei que eles são para o meu bem, sei que eles me santificam. Mas, Senhor, eu peço a Sua Graça. Derrama em mim a Sua graça para que eu seja mais forte, mesmo na fraqueza, mesmo na dor, mesmo no desespero. E eu já Lhe agradeço Pai, por que sei que me fortaleces a cada dia. Obrigado. Glória a Deus! Amém.”
Amados, não sei a fraqueza que vivem, se é carnal ou espiritual, aceite-as, pois são para sua santificação. Deus está cada vez mais nos fortalecendo nas nossas fraquezas. Por que “Quando sois fracos é que sois fortes.”
Matheus Barbosa
segunda-feira, 11 de abril de 2011
A descida do Senhor à mansão dos mortos ( Antiga Homilia no grande Sábado Santo)
Que está acontecendo hoje? Um grande silêncio reina sobre a terra. Um grande silêncio e uma grande solidão.Um grande silêncio porque o Rei está dormindo;a terra estremeceu e ficou silênciosa, porque o Deus feito homem adormeceu e acordou os que dormiam há séculos. Deus morreu na carne e despertou na mansão dos mortos.Ele vai antes de tudo a procura de Adão,nosso primeiro pai,a ovelha perdida. Faz questão de visitar os que estão mergulhados nas trevas e na sombra da morte.Deus e seu Filho vão ao encontro de Adão e Eva cativos,agora libertos dos sofrimentos.O Senhor entrou onde eles estavam, levando em suas mãos a arma da cruz vitoriosa.Quando Adão, nosso primeiro pai,o viu,exclamou para todos os demais,batendo no peito e cheio de admiração: "O meu Senhor está no meio de nós". E Cristo respondeu a Adão: " E com teu espírito".E tomando-o pela mão, disse: "Acorda, tu que dormes, levanta-te dentre os mortos, e Cristo te iluminará.
Eu sou o Teu Deus, que por tua causa me tornei teu filho;por ti e por aqueles que nasceram de ti, agora digo, e com todo o meu poder,ordeno aos que estavam na prisão: 'Saí', e aos que jaziam nas trevas: 'Vinde para luz!'; e ao entorpecidos:'Levantai-vos!'
Eu te ordeno: Acorda,tu que dormes, porque não te criei para permaneceres na mansão dos mortos. Levanta-te,saiamos daqui;tu em mim e eu em ti,somos uma só indivisivel pessoa. Por ti eu o teu Deus, me tornei teu filho; por ti,eu, o Senhor,tomei tua condição de escravo. Por ti, eu ,que habito no mais alto dos céus,desci a terra e fui até mesmo sepultado debaixo da terra;por ti,feito homem,tornei-me como alguém sem apoio,abandonado entre os mortos.Por ti,que deixastes o jardim do paraíso,ao sair de um jardim fui entregue aos judeus e num jardim,crucificado.
Vê em meu rosto os escarros que por ti recebi,para restituir-te o sopro da vida original.Vê na minha face as bofetadas que levei para restaurar,conforme minha imagem,tua beleza corrompida.
Vê em minhas costas as marcas dos açoites que suportei por ti,para retirar dos teus ombros o peso dos teus pecados. Vê minhas mãos fortemente pregadas à árvore da cruz,por causa de ti,como outora estendestes levianamente as tuas mãos para a árvore do paraíso.
Adormeci na cruz e por tua causa a lança penetrou no meu lado,como Eva surgiu do teu,ao adormeceres no paraíso.Meu lado curou a dor do teu lado.Meu sono vai arrancar-te do sono da morte.Minha lança deteve a lança que estava dirigida contra ti.
Levanta-te,vamos daqui. O inimigo te expulsou da terra do paraíso;eu porém,já não te coloco mais no paraíso, mas num trono celeste. O inimigo afastou de ti a árvore,símbolo da vida;eu porém que sou a vida,estou agora junto de ti. Constitui anjos que como servos,te guardassem.
Está preparado o trono dos querubins,prontos e apostos os mensageiros,construido o leito nupcial,preparado o banquete, as mansões e os tabernáculos eternos adornados, abertos os tesouros de todos os bens e o reino dos céus preparado para ti desde toda a eternidade.
sábado, 19 de março de 2011
Via Sacra
A devoção da Via Sacra consiste na oração mental de acompanhar o Senhor Jesus em seus sofrimentos conhecidos como a paixão de Nosso Senhor, a partir do Tribunal de Pilatos até o Monte Calvário.
Esta maneira de meditar teve origem no tempo das Cruzadas (século X). Os fiéis que peregrinavam na Terra Santa e visitavam os lugares sagrados da Paixão de Jesus, continuaram recordando os passos da Via Dolorosa de Jerusalém. Em suas pátrias, compartilharam esta devoção à Paixão. O número de 14 estações fixou-se no século XVI.É possível, entretanto, encontrar versões da Via Crucis com quinze estações. O ritual, realizado por milhares de peregrinos há mais de quinhentos anos, consiste em percorrer, assim como Jesus, as quinze estações que recriam os momentos desde a sua condenação à morte até o seu enterro, parando em cada estação para meditar ou rezar.
"São poucas as almas que contemplam a Minha Paixão com um verdadeiro afeto. Concedo as graças mais abundantes às almas que meditam piedosamente sobre a Minha Paixão."
Jesus a Santa Faustina| "A Vía Sacra não é um exercício triste .Para o cristão a alegria tem as suas raízes em forma de cruz. Se a Paixão de Cristo é caminho de dor, também é a rota da esperança e da vitória segura." | |
terça-feira, 15 de março de 2011
Oração pelas almas do purgatório
ORAÇÃO DE SANTA GERTRUDES
Nosso Senhor disse a Santa Gertrudes que a seguinte oração libertaria 1.000 almas do Purgatório cada vez que fosse rezada. Esta oração foi extensiva também a pecadores ainda em vida).
Eterno Pai, Ofereço-Vos o Preciosíssimo Sangue de Vosso Divino Filho Jesus, em união com todas as santas missas que hoje são celebradas em todo o Mundo, por todas as santas Almas do Purgatório, pelos pecadores, em todos os lugares, pelos pecadores, na Igreja Católica, pelos pecados em todas as outras igrejas, pelos da minha casa e meus vizinhos. Ámem
segunda-feira, 7 de março de 2011
A CRUZ E O CRUCIFIXO
A primeira questão a ser introduzida na história do mundo e a qual nos trouxe tanta dor e inimizade foi: "POR QUE?".
Satanás foi o primeiro a levantar essa questão... "Mas por que Deus proibiu-lhes de comer do fruto de todas as árvores do Jardim?" (cf. Gn 3,1). Desde aquele dia até hoje nossas pobres mentes já formularam muitos "por quês", mas nenhum tanto quanto esse: "Por que existe a dor no mundo? Por que as pessoas tem que sofrer tanto? Por que a alegria é tão pouca e o sofrimento tanto?"
Esse problema da dor tem um símbolo e o símbolo é a cruz. Mas por que seria a cruz o símbolo perfeito do sofrimento? Porque ela é feita de duas barras: uma horizontal e outra vertical. A barra horizontal é a barra da morte... é como a linha da morte nos eletro-encefalogramas: reta, prostrada. A barra vertical é a barra da vida: erecta, de pé, inclinada para o alto. O cruzamento de uma barra sobre a outra significa a contradição entre a vida e a morte, entre a alegria e o sofrimento, sorriso e lágrimas, prazer e dor, nossa vontade e a vontade de Deus.
O único modo de se fazer uma cruz é sobrepor a barra da alegria sobre a barra do sofrimento. Em outras palavras: nossa vontade é a barra horizontal, enquanto a vontade de Deus é a barra vertical, na medida em que nós sobrepomos nossos desejos e nossas vontades contra a vontade de Deus, formamos assim uma cruz. Desse modo, a cruz se torna o símbolo da dor e do sofrimento.
Todavia, se a cruz é o símbolo perfeito do problema da dor, o Crucifixo então é a sua solução. A diferença entre a cruz e o Crucifixo é Cristo. Uma vez que Nosso Senhor, que é por si só o Amor, sobe na cruz, Ele nos revela como o amor pode ser transformado pelo amor num alegre sacrifício, como aqueles que semeiam em lágrimas podem colher com alegria, como aqueles que choram podem ser confortados, como aqueles que sofrem com Ele podem também reinar com Ele e como aqueles que carregam suas cruzes por uma breve Sexta Feira da Paixão possuirão a felicidade por um eterno Domingo de Ressurreição. O Amor é o ponto de intersecção onde a barra horizontal da morte e a barra vertical da vida reconciliam-se na doutrina de que toda a vida vem através da morte.
É aqui que a solução de Nosso Senhor se diferencia de todas as outras soluções para o problema da dor... até mesmo daquelas pseudo-soluções que se mascaram sob o nome de "cristãs". O mundo tenta resolver o problema da dor de duas maneiras: ou negando-o ou tentanto torná-lo insolúvel. O problema da dor é negado por um peculiar processo de auto-hipnotismo que costuma inculcar nas pessoas a idéia de que a dor é imaginária. Tenta-se torná-lo insolúvel através de uma tentativa de fuga e por essa razão o homem moderno sente que é melhor pecar do que sofrer. Nosso Senhor, ao contrário, não nega a dor e nem tenta escapar dela. Ele a encara e ao agir assim Ele nos prova que o sofrimento não é alheio nem mesmo ao Deus que se fez homem.
Vemos assim que a dor desempenha um papel definitivo na vida. É sem dúvida um fato marcante que nossas sensibilidades são mais desenvolvidas para a dor do que para o prazer e nossa capacidade de sofrer excede nossa capacidade de alegrarmo-nos. O prazer cresce até chegar a um ponto de saciedade e nós sentimos que se passasse daquele ponto se tornaria uma verdadeira tortura. A dor, ao contrário, continua crescendo e crescendo mesmo quando já choramos "o bastante". Ela atinge um ponto em que nós sentimos que não poderíamos mais suportar e ela vai se descarregando até matar.
Eu penso que o motivo pelo qual nós possuímos mais capacidade para a dor do que para o prazer é porque talvez Deus pretendia que aqueles que levam uma vida moral correta deveriam beber até a última gota do cálice da amargura aqui nesse mundo porque no Céu não existe mais amargor. Por outro lado aqueles que são moralmente bons nunca gozam o máximo do prazer aqui embaixo porque sabem que uma felicidade muito maior os aguarda no Céu. Mas deixando de lado as conjecturas, seja lá qual for a razão, a verdade que permanece é que na cruz Nosso Senhor demonstra um tipo de Amor que não pode tomar outra forma quando é contraposto ao mal, senão a forma de dor.
Para vencer o mal com o bem, uma pessoa deve sofrer injustamente. A lição do Crucifixo então é que a dor nunca pode ser separada ou isolada do amor. O Crucifixo não significa dor; significa sacrifício. Em outras palavras, ele nos diz em primeiro lugar que dor é sacrifício sem amor e em segundo, que sacrifício é dor com amor.
Primeiro, dor é sacrifício sem amor. A Crucifixão não é a glorificação da dor pela dor. A atitude cristã da mortificação algumas vezes é mal interpretada como sendo uma idealização da dor... como se nos tornássemos mais agradáveis a Deus quando sofremos do que quando nos alegramos.
Não! A dor em si mesma não possui nenhuma influência santificante! O efeito natural da dor é nos individualizar, centralizar nossos pensamentos em nós mesmos e fazer de nossa enfermidade o pretexto pra tudo quanto é conforto e atenção. Todas as aflições do corpo, tais como penitências e mortificações em si mesmo não tendem tornar o homem melhor. Aliás, frequentemente tornam o homem pior. Quando a dor é divorciada do amor ela leva o homem a desejar que os outros estejam como ele está, ela o torna cruel, cheio de ódio, amargura. Quando a dor não é santificada, ela deixa cicatrizes, queima todas as mais finas sensibilidades da alma deixando-a brutalmente desfigurada. Dor como simples dor então não é um ideal: torna-se uma maldição quando é separada do amor, pois ao invés de tornar uma alma melhor a torna pior.
Agora contemplemos o outro lado da figura. A dor não é pra ser negada e nem pra fugirmos dela. É pra ser encarada com amor e vivida como sacrifício. Analise sua própria experiência e verá que muitas vezes seu coração e mente lhe dizem que o amor é capaz de superar de algum modo seus sentimentos naturais acerca da dor, que algumas coisas que poderiam parecer dolorosas tornam-se alegria quando você percebe que podem beneficiar o próximo.
Em outras palavras, o amor pode transformar a dor em sacrifício agradável, o que é sempre uma alegria. Se você perde por exemplo, uma certa quantidade de dinheiro, tal perda não poderia ser aliviada pela compreensão de que talvez aquele dinheiro foi encontrado por uma pobre alma que tinha mais necessidade do que você? Se sua cabeça está latejando de dor e seu corpo extenuado por uma noite de vigília ao lado da cama de seu filho doente, não seria essa dor aliviada pelo pensamento de que foi através desse amor e devoção que aquela criança conseguiu superar a enfermidade? Você jamais poderia ter sentido aquela alegria e nem ter tido a mínima idéia do tamanho do seu amor se você tivesse se negado a fazer aquele sacrifício. E se o seu amor não estivesse presente, então aquele sacrifício teria sido apenas dor, incômodo e aborrecimento.
A verdade gradualmente emerge quando percebemos que a nossa profunda felicidade consiste no sentimento de que o bem ou benefício do próximo foi conquistado através do nosso sacrifício. O motivo por que a dor é amarga é porque não temos ninguém para amar e por quem nós deveríamos sofrer. O amor é a única força do mundo que pode tornar a dor suportável e a faz mais do que suportável ao transformá-la na alegria do sacrifício.
Agora, se a escória da dor pode ser transformada no ouro do sacrifício pela alquimia do amor, então daí se segue que nosso amor se torna mais profundo, a sensação de dor diminui e cresce nossa alegria no sacrifício. Mas não podemos esquecer que não existe amor maior do que o amor Daquele que entregou Sua própria vida por Seus amigos. Portanto, quanto mais intensamente nós amarmos os Seus santos propósitos, quanto mais zelosos formos por Seu Reino, quanto mais devotados formos pela maior Glória de Nosso Senhor e Salvador, mais nos alegraremos em qualquer sacrifício que possa trazer uma só alma para seu Sacratíssimo Coração. Tal é o motivo pelo qual São Paulo se gloriava em suas enfermidades e alegrias e que os Apóstolos se alegravam quando podiam sofrer por Jesus por quem eles tanto amavam.
Não é de se admirar que os maiores santos sempre disseram que a melhor e maior das graças que Deus havia concedido-lhes era o mesmo privilégio concedido ao seu Divino Filho: ser usado e sacrifícado por uma causa mais elevada. Nada poderia dar-lhes maior satisfação do que renovar a vida de Cristo em suas próprias vidas, cobrir seus corpos com os mesmos sofrimentos sofridos por Cristo em Sua dolorosa Paixão. O mundo tenta eliminar a dor. O Crucifixo a transforma através do amor recordando-nos que a dor vem do pecado enquanto o sacrifício vem do amor e que não há nada mais nobre do que o sacrifício.
O Mundo não pode dispensar o Cristo em Sua Cruz. Eis o motivo porque o mundo é triste: por que se esqueceram de Cristo e da Sua Paixão. E quanto desperdício de dor há neste mundo! Quantas cabeças que padecem dos mais diversos tipos de dor sem jamais terem se unido à Cabeça coroada de espinhos pela Redenção do mundo; quantos pés latejam de dor sem jamais terem se aliviado pelo amor Daquele cujos pés subiram descalços a colina do Calvário; quantos corpos feridos existem que não conhecem o amor de Cristo por eles. Esses não conhecem o amor que pode aliviar suas dores. Quantos corações que sofrem e padecem porque não possuem aquele amor do Sacratíssimo Coração; quantas almas que só conseguem enxergar a cruz ao invés do Crucifixo! Almas que possuem dor sem sacrifício, almas que nunca aprendem que é pela falta de amor que a dor cresce, almas que perdem a alegria do sacrifício porque não sabem o que é amar. Oh! Quão doce é o sacrifício daqueles que sofrem porque amam o Amor que sacrificou-se por eles numa cruz. Apenas para essas almas é possível compreender os santos propósitos de Deus, apenas aqueles que caminham pela noite escura são capazes de contemplar as estrelas.
Publicado originalmente no site AgnusDei depois incorporado ao Veritatis Splendor. Tradução de Gercione Lima.
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