sábado, 19 de março de 2011

Via Sacra

 

 











A devoção da Via Sacra consiste na oração mental de acompanhar o Senhor Jesus em seus sofrimentos conhecidos como a paixão de Nosso Senhor, a partir do Tribunal de Pilatos até o Monte Calvário.
Esta maneira de meditar teve origem no tempo das Cruzadas (século X). Os fiéis que peregrinavam na Terra Santa e visitavam os lugares sagrados da Paixão de Jesus, continuaram recordando os passos da Via Dolorosa de Jerusalém. Em suas pátrias, compartilharam esta devoção à Paixão. O número de 14 estações fixou-se no século XVI.É possível, entretanto, encontrar versões da Via Crucis com quinze estações. O ritual, realizado por milhares de peregrinos há mais de quinhentos anos, consiste em percorrer, assim como Jesus, as quinze estações que recriam os momentos desde a sua condenação à morte até o seu enterro, parando em cada estação para meditar ou rezar.

"São poucas as almas que contemplam a Minha Paixão com um verdadeiro afeto. Concedo as graças mais abundantes às almas que meditam piedosamente sobre a Minha Paixão."
                            Jesus a Santa Faustina


"A Vía Sacra não é um exercício triste .Para o cristão a alegria tem as suas raízes em forma de cruz. Se a Paixão de Cristo é caminho de dor, também é a rota da esperança e da vitória segura."



















terça-feira, 15 de março de 2011

Oração pelas almas do purgatório



















ORAÇÃO DE SANTA GERTRUDES 
Nosso Senhor disse a Santa Gertrudes que a seguinte oração libertaria 1.000 almas do Purgatório cada vez que fosse rezada. Esta oração foi extensiva também a pecadores ainda em vida).


Eterno Pai, Ofereço-Vos o Preciosíssimo Sangue de Vosso Divino Filho Jesus, em união com todas as santas missas que hoje são celebradas em todo o Mundo, por todas as santas Almas do Purgatório, pelos pecadores, em todos os lugares, pelos pecadores, na Igreja Católica, pelos pecados em todas as outras igrejas, pelos da minha casa e meus vizinhos. Ámem

segunda-feira, 7 de março de 2011

A CRUZ E O CRUCIFIXO


A primeira questão a ser introduzida na história do mundo e a qual nos trouxe tanta dor e inimizade foi: "POR QUE?".
Satanás foi o primeiro a levantar essa questão... "Mas por que Deus proibiu-lhes de comer do fruto de todas as árvores do Jardim?" (cf. Gn 3,1). Desde aquele dia até hoje nossas pobres mentes já formularam muitos "por quês", mas nenhum tanto quanto esse: "Por que existe a dor no mundo? Por que as pessoas tem que sofrer tanto? Por que a alegria é tão pouca e o sofrimento tanto?"
Esse problema da dor tem um símbolo e o símbolo é a cruz. Mas por que seria a cruz o símbolo perfeito do sofrimento? Porque ela é feita de duas barras: uma horizontal e outra vertical. A barra horizontal é a barra da morte... é como a linha da morte nos eletro-encefalogramas: reta, prostrada. A barra vertical é a barra da vida: erecta, de pé, inclinada para o alto. O cruzamento de uma barra sobre a outra significa a contradição entre a vida e a morte, entre a alegria e o sofrimento, sorriso e lágrimas, prazer e dor, nossa vontade e a vontade de Deus.
O único modo de se fazer uma cruz é sobrepor a barra da alegria sobre a barra do sofrimento. Em outras palavras: nossa vontade é a barra horizontal, enquanto a vontade de Deus é a barra vertical, na medida em que nós sobrepomos nossos desejos e nossas vontades contra a vontade de Deus, formamos assim uma cruz. Desse modo, a cruz se torna o símbolo da dor e do sofrimento.
Todavia, se a cruz é o símbolo perfeito do problema da dor, o Crucifixo então é a sua solução. A diferença entre a cruz e o Crucifixo é Cristo. Uma vez que Nosso Senhor, que é por si só o Amor, sobe na cruz, Ele nos revela como o amor pode ser transformado pelo amor num alegre sacrifício, como aqueles que semeiam em lágrimas podem colher com alegria, como aqueles que choram podem ser confortados, como aqueles que sofrem com Ele podem também reinar com Ele e como aqueles que carregam suas cruzes por uma breve Sexta Feira da Paixão possuirão a felicidade por um eterno Domingo de Ressurreição. O Amor é o ponto de intersecção onde a barra horizontal da morte e a barra vertical da vida reconciliam-se na doutrina de que toda a vida vem através da morte.
É aqui que a solução de Nosso Senhor se diferencia de todas as outras soluções para o problema da dor... até mesmo daquelas pseudo-soluções que se mascaram sob o nome de "cristãs". O mundo tenta resolver o problema da dor de duas maneiras: ou negando-o ou tentanto torná-lo insolúvel. O problema da dor é negado por um peculiar processo de auto-hipnotismo que costuma inculcar nas pessoas a idéia de que a dor é imaginária. Tenta-se torná-lo insolúvel através de uma tentativa de fuga e por essa razão o homem moderno sente que é melhor pecar do que sofrer. Nosso Senhor, ao contrário, não nega a dor e nem tenta escapar dela. Ele a encara e ao agir assim Ele nos prova que o sofrimento não é alheio nem mesmo ao Deus que se fez homem.
Vemos assim que a dor desempenha um papel definitivo na vida. É sem dúvida um fato marcante que nossas sensibilidades são mais desenvolvidas para a dor do que para o prazer e nossa capacidade de sofrer excede nossa capacidade de alegrarmo-nos. O prazer cresce até chegar a um ponto de saciedade e nós sentimos que se passasse daquele ponto se tornaria uma verdadeira tortura. A dor, ao contrário, continua crescendo e crescendo mesmo quando já choramos "o bastante". Ela atinge um ponto em que nós sentimos que não poderíamos mais suportar e ela vai se descarregando até matar.
Eu penso que o motivo pelo qual nós possuímos mais capacidade para a dor do que para o prazer é porque talvez Deus pretendia que aqueles que levam uma vida moral correta deveriam beber até a última gota do cálice da amargura aqui nesse mundo porque no Céu não existe mais amargor. Por outro lado aqueles que são moralmente bons nunca gozam o máximo do prazer aqui embaixo porque sabem que uma felicidade muito maior os aguarda no Céu. Mas deixando de lado as conjecturas, seja lá qual for a razão, a verdade que permanece é que na cruz Nosso Senhor demonstra um tipo de Amor que não pode tomar outra forma quando é contraposto ao mal, senão a forma de dor.
Para vencer o mal com o bem, uma pessoa deve sofrer injustamente. A lição do Crucifixo então é que a dor nunca pode ser separada ou isolada do amor. O Crucifixo não significa dor; significa sacrifício. Em outras palavras, ele nos diz em primeiro lugar que dor é sacrifício sem amor e em segundo, que sacrifício é dor com amor.
Primeiro, dor é sacrifício sem amor. A Crucifixão não é a glorificação da dor pela dor. A atitude cristã da mortificação algumas vezes é mal interpretada como sendo uma idealização da dor... como se nos tornássemos mais agradáveis a Deus quando sofremos do que quando nos alegramos.
Não! A dor em si mesma não possui nenhuma influência santificante! O efeito natural da dor é nos individualizar, centralizar nossos pensamentos em nós mesmos e fazer de nossa enfermidade o pretexto pra tudo quanto é conforto e atenção. Todas as aflições do corpo, tais como penitências e mortificações em si mesmo não tendem tornar o homem melhor. Aliás, frequentemente tornam o homem pior. Quando a dor é divorciada do amor ela leva o homem a desejar que os outros estejam como ele está, ela o torna cruel, cheio de ódio, amargura. Quando a dor não é santificada, ela deixa cicatrizes, queima todas as mais finas sensibilidades da alma deixando-a brutalmente desfigurada. Dor como simples dor então não é um ideal: torna-se uma maldição quando é separada do amor, pois ao invés de tornar uma alma melhor a torna pior.
Agora contemplemos o outro lado da figura. A dor não é pra ser negada e nem pra fugirmos dela. É pra ser encarada com amor e vivida como sacrifício. Analise sua própria experiência e verá que muitas vezes seu coração e mente lhe dizem que o amor é capaz de superar de algum modo seus sentimentos naturais acerca da dor, que algumas coisas que poderiam parecer dolorosas tornam-se alegria quando você percebe que podem beneficiar o próximo.
Em outras palavras, o amor pode transformar a dor em sacrifício agradável, o que é sempre uma alegria. Se você perde por exemplo, uma certa quantidade de dinheiro, tal perda não poderia ser aliviada pela compreensão de que talvez aquele dinheiro foi encontrado por uma pobre alma que tinha mais necessidade do que você? Se sua cabeça está latejando de dor e seu corpo extenuado por uma noite de vigília ao lado da cama de seu filho doente, não seria essa dor aliviada pelo pensamento de que foi através desse amor e devoção que aquela criança conseguiu superar a enfermidade? Você jamais poderia ter sentido aquela alegria e nem ter tido a mínima idéia do tamanho do seu amor se você tivesse se negado a fazer aquele sacrifício. E se o seu amor não estivesse presente, então aquele sacrifício teria sido apenas dor, incômodo e aborrecimento.
A verdade gradualmente emerge quando percebemos que a nossa profunda felicidade consiste no sentimento de que o bem ou benefício do próximo foi conquistado através do nosso sacrifício. O motivo por que a dor é amarga é porque não temos ninguém para amar e por quem nós deveríamos sofrer. O amor é a única força do mundo que pode tornar a dor suportável e a faz mais do que suportável ao transformá-la na alegria do sacrifício.
Agora, se a escória da dor pode ser transformada no ouro do sacrifício pela alquimia do amor, então daí se segue que nosso amor se torna mais profundo, a sensação de dor diminui e cresce nossa alegria no sacrifício. Mas não podemos esquecer que não existe amor maior do que o amor Daquele que entregou Sua própria vida por Seus amigos. Portanto, quanto mais intensamente nós amarmos os Seus santos propósitos, quanto mais zelosos formos por Seu Reino, quanto mais devotados formos pela maior Glória de Nosso Senhor e Salvador, mais nos alegraremos em qualquer sacrifício que possa trazer uma só alma para seu Sacratíssimo Coração. Tal é o motivo pelo qual São Paulo se gloriava em suas enfermidades e alegrias e que os Apóstolos se alegravam quando podiam sofrer por Jesus por quem eles tanto amavam.
Não é de se admirar que os maiores santos sempre disseram que a melhor e maior das graças que Deus havia concedido-lhes era o mesmo privilégio concedido ao seu Divino Filho: ser usado e sacrifícado por uma causa mais elevada. Nada poderia dar-lhes maior satisfação do que renovar a vida de Cristo em suas próprias vidas, cobrir seus corpos com os mesmos sofrimentos sofridos por Cristo em Sua dolorosa Paixão. O mundo tenta eliminar a dor. O Crucifixo a transforma através do amor recordando-nos que a dor vem do pecado enquanto o sacrifício vem do amor e que não há nada mais nobre do que o sacrifício.
O Mundo não pode dispensar o Cristo em Sua Cruz. Eis o motivo porque o mundo é triste: por que se esqueceram de Cristo e da Sua Paixão. E quanto desperdício de dor há neste mundo! Quantas cabeças que padecem dos mais diversos tipos de dor sem jamais terem se unido à Cabeça coroada de espinhos pela Redenção do mundo; quantos pés latejam de dor sem jamais terem se aliviado pelo amor Daquele cujos pés subiram descalços a colina do Calvário; quantos corpos feridos existem que não conhecem o amor de Cristo por eles. Esses não conhecem o amor que pode aliviar suas dores. Quantos corações que sofrem e padecem porque não possuem aquele amor do Sacratíssimo Coração; quantas almas que só conseguem enxergar a cruz ao invés do Crucifixo! Almas que possuem dor sem sacrifício, almas que nunca aprendem que é pela falta de amor que a dor cresce, almas que perdem a alegria do sacrifício porque não sabem o que é amar. Oh! Quão doce é o sacrifício daqueles que sofrem porque amam o Amor que sacrificou-se por eles numa cruz. Apenas para essas almas é possível compreender os santos propósitos de Deus, apenas aqueles que caminham pela noite escura são capazes de contemplar as estrelas.
Publicado originalmente no site AgnusDei depois incorporado ao Veritatis Splendor. Tradução de Gercione Lima.

sexta-feira, 4 de março de 2011

Envia-me o teu anjo


"ENVIA-ME TEU ANJO"
Este relacionamento com seu Anjo da Guarda e com os outros Anjos influenciará muito a maneira como Padre Pio exercerá seu sacerdócio. Os Anjos tornaram-se quase como o seu braço prolongado. Aos seus filhos espirituais que lhe perguntaram muitas vezes: "Padre, o que devo fazer quando vou precisar de sua oração e não posso chegar para falar com o senhor?", ele deu a resposta: "Se não puderes vir, envia-me teu Anjo da Guarda. Ele irá trazer-me a mensagem e eu vou ajudar-te tanto quanto puder" (Ibid.,85).
E muitas pessoas em perigos e dificuldades enviaram-lhe seus Anjos da Guarda e receberam ajuda imediata. Um dia duas moças de San Giovanni Rotondo conversavam à noite e começaram a falar também sobre Padre Pio, que ele parecia ter uma relação especial com os Anjos da Guarda. Então decidiram enviar-lhe seus Anjos da Guarda. Uma falou: "Vou enviar-lhe meu Anjo da Guarda pedindo que ele cure meu tio Frederico" e a outra: "e eu vou enviar-lhe meu Anjo para pedir a cura de minha prima". No dia seguinte foram à Missa do Padre Pio e depois da Missa entraram na Sacristia para receber a bênção do Santo. Mas elas ficaram surpreendidas quando encontraram o Padre Pio zangado com elas. Perguntando pela razão, receberam a resposta: "Vocês me deixaram acordado toda noite". Então falou a uma: "Primeiro você me enviou seu Anjo da Guarda pedindo a cura de seu tio Frederico. E depois você me enviou o seu para pedir a cura de sua prima", falou ele à outra. "E fizeram assim toda a noite. Não consegui dormir nada!" (Ibid., 102).
Aconteceu também que alguém enviou o Anjo da Guarda para o Padre Pio mas depois desconfiou se este realmente foi ao Padre para levar-lhe os pedidos. Por isso perguntaram-lhe na próxima oportunidade se o Anjo havia trazido realmente a notícia. Então a resposta foi: "Você pensa que ele é tão desobediente como você? O Anjo é obediente e cheio de solicitude" (Esta é a hora dos Anjos, 126). Uma vez lhe foi perguntado: "Vossa reverendíssima ouve realmente o que lhe mando dizer pelo Anjo da Guarda?" e o Padre retrucou: "Mas então julgas que estou surdo?" (Ibid.).

Padre Pio e os seus carismas

Além do dom da transverberação e das chagas, o Padre Pio de Pietrelcina recebeu de Deus outros dons ou carismas numerosos: jejuns prolongados, êxtases, ciência infusa, introspecção das consciências, profecia, perfume, bilocação, curas, milagres.

Jejuns prolongados

No dia 18 de março de 1915, o Padre Pio, escrevendo de Pieltrecina ao padre Benedito, lhe confidenciou: “A satisfação, caro padre, das necessidades da vida, como comer, beber, dormir etc., causam-me tanto peso, que não saberia encontrar paralelo senão nas penas que nossos mártires tiveram de enfrentar no ato da prova suprema...”

Ele viveu, de fato, até a idade de 81 anos, com pouco mais ou pouco menos de trezentas calorias ao dia. Excluía quase totalmente o lanche e o jantar e, no almoço, limitava-se a provar as iguarias que lhe eram apresentadas. O que lhe dava vida e o mantinha vivo era a eucaristia, “centro” e “motor da minha vida, o meu tudo”, como o Padre Pio costumava dizer.

Êxtase

Muitas vezes durante a santa missa, que celebrava todos os dias com participa;’ao total no sacrifício de Cristo na cruz e com amor infinito, podia-se vê-lo “num estado de absorção em Deus e de suspensão dos sentidos”. Nesse estado podia-se observá-lo também durante o dia, especialmente quando rezava.
Ciência infusa – Introspecção das consciências – Profecia

Num opúsculo intitulado Padre Pio, o padre Nello Castello afirma que médicos, cientistas, políticos, sacerdotes e o homem da rua recorriam a ele para receber conselhos; levavam problemas graves, idéias para serem clareadas, disputas e perguntas difíceis, cada um no próprio nível, e o Padre Pio dava sempre a resposta exata. Não somente, mas em suas cartas, dezenas de vezes ele escreveu: “Jesus pede para dizer-lhe... Jesus diz para escrever-lhe assim...”.

O Padre Pio conhecia as consciências, o futuro, o passado de seus filhos espirituais; um dia, disse a um deles: “Conheço você, por dentro e por fora, melhor do que você pode ver-se no espelho”. Às vezes, ele escrevia e falava línguas que nunca havia estudado.

Profetizou o pontificado de Paulo VI; o fim de alguns homens políticos; que a moeda italiana se tornaria um “papel inútil”; previu a crise econômica, ainda antes de 1960, e o mesmo fenômeno da descristianização atual, ainda na década de 1950.



Perfume

Seria possível que um capuchinho estigmatizado e, como era voz corrente, com fama de santidade, fosse tão vaidoso que se regasse diariamente de perfume precioso, intenso, cheiroso e delicado? Algumas pessoas, que ignoravam esse particular do Padre Pio, se escandalizavam, supondo que esse perfume fosse presente de alguma filha espiritual devota. Quem, no entanto, teve ocasião de percebê-lo sabia que esse perfume especial chegava não somente aos seus fiéis, mas também a pessoas distantes milhares de quilômetros. Percebia-se a distância como “alguma coisa” levada pelo vento e significava a presença espiritual do Padre Pio. Mesmo depois de sua morte, algumas pessoas afirmam tê-lo percebido várias vezes.

O perfume que emanava do corpo trespassado do Padre Pio era também “sinal” de sua castidade angelicamente vivida, imitando o exemplo de seu seráfico pai são Francisco de Assis e de seu não menos seráfico confrade são José de Copertino (17 de junho de 1603 – 18 de setembro de 1663), o santo dos êxtases e dos vôos que – com exceção das chagas – possuía os mesmos dos ou carismas do capuchinho de Pietrelcina, inclusive o perfume.



Curas

As curas realizadas por Deus pela mediação do Padre Pio foram freqüentemente anunciadas ou precedidas de “ondas” de perfume característico, do qual já falamos. As filhas e os filhos espirituais do Padre Pio teriam podido falar de suas experiências pessoais se a obediência não tivesse selado seus lábios. Mas, afortunadamente, houve peregrinos de passagem por San Giovanni Rotondo e todos os que foram beneficiados de modo quase inesperado, que não se cansam de falar dos prodígios aos quais puderam assistir ou pelos quais foram beneficiados.

Bilocações

O dom ou fenômeno da bilocação consiste em encontrar-se simultaneamente em lugares diferentes. Esse dom é concedido quando há uma urgência, um perigo grave, uma alma ou um corpo que devem ser salvos. É um dom, como todos os dons sobrenaturais ou místicos, que é concedido para o bem das almas dos outros e nunca para a glorificação de quem é beneficiário dele.

A propósito desse dom, o próprio Padre Pio deu uma breve explicação ao Padre Paulino, o qual – durante um recreio, falando da bilocação de santo Antônio que, enquanto pregava em Pádua, foi até Lisboa (Portugal) para livrar seu pai de uma condenação já decretada –, disse: “Queria realmente saber como acontece a bilocação: se o santo sabe o que quer, se sabe aonde vai, mas não sabe se é apenas com a mente ou com o corpo e a alma”. Padre Pio, que estava atento, lhe respondeu: “Ele sabe o que quer, sabe aonde vai, mas não sabe se vai apenas com a mente ou se com o corpo e a alma”. Esse fato é de 1944 ou 1945.

Padre Pio teve sua primeira bilocação já em 1905, e àquela seguiram-se muitas outras. Citamos um caso de bilocação acontecido enquanto era servente no Hospital Militar de Nápoles. Numa noite de novembro 1917, pelo Dom de bilocação, salvou da morte certa o general Luiz Cadorna. Este, depois da desastrosa derrota de Caporetto (24 de outubro de 1917), teve de ceder o posto de comandante supremo do exército italiano ao general Armando Diaz. Tendo-se recolhido no Palazzo Zara, sede do comando, em Treviso, pensava em cancelar a perturbadora humilhação com o suicídio. E, numa noite daquele infausto novembro de 1917, decidiu pôr fim à própria vida. Tinha já empunhado o revólver, quando viu entrar em seu quarto um frade capuchinho de barba negra que, com um tom de voz de desaprovação, lhe disse: “Vamos, General, não faça essa loucura!”. O general sentiu o revólver sair-lhe das mãos e cair no chão, mas não viu mais nem a sombra do frade. As sentinelas, logo interrogadas, juraram que não tinham visto nem deixado entrar nenhum frade no apartamento.

quarta-feira, 2 de março de 2011

Como se transformar em filho espiritual de Padre Pio?
 Basta lhe perguntar, basta lhe pedir para ser aceito como um filho espiritual. Ele disse: “Não chamo ninguém e não afugento ninguém”.
“Sou todo de todos. Cada um pode dizer: ‘O Padre Pio é meu’. Eu amo os meus filhos espirituais tanto quanto amo minha própria alma, e ainda mais. Tenho-os recuperado para Jesus no sofrimento e no amor. Posso esquecer-me de mim mesmo, mas não de meus filhos espirituais. Até posso afirmar que quando o Senhor me chamar para Ele, lhe direi: ‘Senhor, eu ficarei à porta do paraíso, só entrarei depois de ter visto entrar o último de meus filhos’”.(Padre Pio)
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“A maior alegria de um Pai é que os filhos se amem, formem um só coração e uma só alma. Não fostes vós que me escolhestes, mas o pai celeste que, na minha primeira
missa, me fez ver todos os filhos que me confiava”.(Pe Pio)